Friday, August 26, 2005

Novo nome para o estádio?

Novo nome para o Estádio?
Neste momento, já todas as pessoas sabem que o Benfica vai leiloar o nome do estádio da luz para garantir mais uma receita milionária, devo dizer que quando ouvi tal notícia pensei, "sacanas, vão-se encher de guita à pala disto", mas quanto mais penso nisso mais ideias idiotas me assaltam o cérebro, sobre qual poderá ser o novo nome do estádio.Como toda a gente imagina pensei primeiro, Estádio Nike ou então Estádio Adidas, mas pode vir a ser também o Estádio Ikea, ou, Estádio Starbucks.Tendo como base este raciocínio deixo aqui uma pequena lista de nomes possíveis para o novo estádio:
-Estádio Bom Petisco
-Estádio Bimbo
-Estádio Mini Preço
-Estádio Lindor
-Estádio Rádio Popular
-Estádio UPS
-Estádio Sonasol
-Estádio Ribeiralves
-Estádio Evax
-Estádio Dom Algodon
-Estádio Martini
-Estádio Sicasal
-Estádio Bolacha Maria
-Estádio OB
-Estádio Heinz
-Estádio Chiquilin
-Estádio Golden American
-Estádio Panrico
-Estádio Mimosa
-Estádio Camping Gaz
-Estádio Licor Beirão
-Estádio Coca-Cola
Nunca tinham pensado nisto, pois não? Agora podem continuar a pensar!!

Thursday, August 25, 2005

Mumbileca e Furúlia

Dois bébés nascem num banco na estação de comboios da reboleira ás 23 horas de abril em 1991, são meninas e gémeas idênticas.
Sua mãe, Marilia, menor de idade, pobre habitante de um bairro de lata da damaia escondeu a gravidez de seu pai, mãe, primos, vizinhos e da garrafa de aguardente de cana(amante do pai), com medo de levar porrada de seu pai, mãe, primos, vizinhos e garrafa de aguardente de cana, cambaleia furtivamente encostada às paredes irregulares do bairro em direcção à estação de comboios com o intuito de se afastar o mais longe possível da damaia, pois já sentia dores de parto. Passados 50 segundos de ter apanhado o comboio, chegou a um sitio onde nunca tinha estado antes em toda a sua vida, A REBOLEIRA.
Marilia ficou boquiaberta com as dores de parto e em sofrimento por nunca ter pensado que havia um grande mundo fora da damaia chamado REBOLEIRA, Marilia queria entrar naquele mundo novo rápidamente e começar a vida novamente mas, só conseguiu dar 4 passos em direcção a um banco da estação, e aí nasceram Mumbileca e Furúlia.
Sem saber o que fazer pegou nas duas e andou decidida a descobrir a reboleira, para saber se podia ali viver com suas filhas. Cruzou-se com um senhor na rua e perguntou-lhe se ali havia um minipreço, pois para ela isso era sinal que ali podia arriscar viver, o senhor respondeu-lhe numa língua estranha da qual ela só pontualmente percebia uma palavra ou outra, lembrou-lhe uma conversa que a saudosa avó Jóséfa tinha tido com ela quando era mais nova sobre umas pessoas que eram diferentes deles e que se chamavam portugueses e viviam em Portugal, Àfrica do Sul, França e Venezuela.Logo se empolgou pensando, será que estou em França? Mas logo uma imensa saudade do seu país damaia a assaltou fazendo que as suas pernas pesassem mais de 200 quilos e como tal, mal se podia mexer, pensou, "tenho de voltar mas ninguém pode saber das minhas filhas, o que faço?" Decidiu que pelo menos uma das filhas podia ter melhor hipótese de viver ali, em França, apertou Furúlia de encontro seu peito e escreveu no bilhete de comboio o nome da filha e, deixou-a nas escadas de uma barraca muito, muito alta e direita com muitas janelas e uma bela porta de alumínio, sem olhar para trás, com os olhos cheios de água apanhou o comboio de volta para seu país com Mumbileca nos braços, decidida a deixá-la à porta da casa do senhor Dois Pão o habitante mais rico da zona, pelo menos assim podia ir olhando para sua filha e vê-la crescer ao longe...

Friday, July 01, 2005

Quero um colete reflector só para mim!!

Devo dizer que a orientação escolar falhou, os meus pais erraram, em suma eu falhei!!
Todas as pessoas me diziam: "tira um curso" "vai para a universidade" ou, "tira um curso e vai para a universidade", ou ainda, "curso para vai um universidade e tira" e eu, feito estupido fui!
Só de pensar que hoje podia ter uma profissão de futuro e andar na moda em simultâneo, "ai ai" (suspiro).
Quero ir para as obras, quero ser homem do lixo, quero ter um trabalho de homem macho e usar colete reflector, não quero invejar mais quem os usa, não quero olhar e vê-los a trabalhar com júbilo por estarem na moda e a acartar baldes de massa ou despejar caixotes do lixo e ter gajas a mandarem-lhes piropos do tipo: "Ó grosso, vem aqui fazer-me a reciclagem", ou, " Ó bom monta-me aqui o andaime se queres ver..."
Mas eu agora já tenho profissão... estou desolado...sinto-me..triste. O que fazer?.... Bem, vou comprar um colete reflector e pô-lo no banco do meu carro, pode ser que resulte!

Saturday, June 04, 2005

Entre o céu e a terra só há aviões!

Entre o céu e a terra só há aviões!
só há aviões Entre o céu e a terra!
há o céu só Entre a terra e aviões!

Wednesday, May 25, 2005

Free MAMADU

MAMADU não era português, não sabia uma palavra de Português, nem sequer sabia onde no mundo ficava Portugal, desconhecia por completo as nossas tradições e rituais, era pois, da Baixa da Banheira!
Trabalhador. Esforçado. Responsável. Atento.
Eram estas as qualidades que todos os outros traficantes, burlões, larápios, violadores, enfim, todos os seus amigos lhe imputavam.
"O Mamadu já me salvou e à minha família de grandes males" grita Bujumbura Lopes em pleno tribunal. TAC TAC TAC ouve-se do pulpito do juiz de intrução criminal, que vestido a rigor de sevilhana praticava um passinho de dança ao som da dentadura do mais antigo escrivão do sistema judicial português que sofria de Parkinson(há quem diga que trabalhou directamente com o Paulo Portas, e que já nessa altura batia castanholas e o "paulinho" batia palminhas e abanava a anca ao ritmo).
"Deixem o Mamadu Jogar" gritou um jovem vestido da cabeça ao pés de vermelho, que enganado entrou no tribunal por ter confundido a claque com a maralha que entrava aos tropeções na sala, reparando rápidamente nos olhares espantados e furiosos da família de Mamadu, levantou-se e mudou para o outro lado da sala de tribunal pensando "sou mesmo estúpido fui-me sentar na claque adversária".
O julgamento ia correndo devagar, devagarinho e o semblante de Mamadu ia descaindo(como uma máscara de cera na praia) à medida que o rol de acusações se empilhava no pulpito do juiz.
Como que num jogo de futebol o advogado de defesa de Mamadu ao passar pelo advogado de acusação, deixa a perna direita para trás e estatela-se no chão com os braços esticados para o ar.
"Pénalti" "É Penalti shôr arbitro" "É escandaloso", ouviu-se pela sala onde a assistência levantada de seus lugares gesticulavam, apontando para o advogado no chão a rebolar de um lado para o outro agarrado à perna esquerda. O juiz apanhado de surpresa(de combinação) sem saber o que fazer levantou-se com o martelinho na mão e olhou de relance para o juri para saber se havia fora de jogo, e marcou penalti.
Os ânimos exaltaram-se e o advogado de acusação com as mãos atrás das costas encostou a testa à do juiz e no meio da confusão alguém atingiu o juiz no estômago.
Quando a poeira assentou, Svetlana guguerich, emigrante de leste aspirou o chão, e Mamadu tinha desaparecido.

Nasce BOLINHAS!

Era uma vez um bairro de lata na damaia repleto de belas e típicas barraquinhas...foi neste ambiente familiar e livre que BOLINHAS nasceu, mais própriamente entre o café PIPI (antro típico de todos os traficantes de armas e drogas da linha de Sintra) e a barraca do patriarca da família mais antiga do bairro, o sr. DOISPÃO ( que embora tivesse 31 filhos e sobrinhos, sempre que assaltava o maxi-grula lá da zona berrava a plenos pulmões "Eu quérro dois pão").
O pai de bolinhas era um homem trabalhador e sério, saía de casa às 03:30 e voltava sempre ás 03:32 com os bolsos cheios de notas dobradas em quatro e com um cheiro que fazia lembrar a Serra Leoa em mil nove sessenta e sete (qual era a sua profissão ninguém sabia, nem os filhos, nem dona Matumba Silva (sua dama).
A casa de BOLINHAS era invejada por todos os excelsos habitantes do bairro, e havia razões para isso, era a melhor e maior barraca no alto da colina foi a primeira barraca a estar equipada com cabo (de aço) e tinha vista para as silvas.

Saturday, March 26, 2005

Ren and Stimpy

...lembram-se?? Não havia melhor maneira de ressacar ao sábado(10 da manhã) era certinho, com ou sem coordenação de movimentos, com ou sem espasmos estomacais conseguia sempre chegar à sala a tempo de ver o stimpy a dar o "salto para dentro do meu umbigo" ou o ren(com as veias na fronte a pulsarem como gelatina, de boleia num UMM) a espetar um chapadão na bochecha do stimpy que tinha acabado de beber leite de yak directamente da teta de um yak macho.
Onde é que eles andam?
Na sic radical a falarem em estrangeiro?
Que tal manter aquela dobragem fabulosa em português, e voltar a passar a série na sic por volta das 4:40 da manhã? é que assim dá tempo de sair do incógnito bêbado, demorar cerca de 10 minutos para acertar com a chave na porta e subir as escadas de gatas e chegar a casa naquela altura do arroto alcoólico...é bem mais agradável do que o espasmo com espirais no Wc!

querem-nos MATAR!!

Tenho um terrivel problema... gosto de televisão, quando estou lucido e activo ou então encará-la como um cérebro substituto quando o nosso não quer fazer nenhum, o chamado No Brain, No Pain. Fica-se a olhar para um quadrado fixo no espaço com uma expressão muito utilizada nos filmes do Dario Argento, e com o incontornável fio de baba no canto da boca(resultados comprovados após 2 horas de tv nacional), ou, com a camisola com o aspecto que saiu de uma festa da espuma à 30 segundos, já com várias gerações de baba(ahh,esta manchinha foi a ver a jovem agente secreta a mandar pontapés na boca dos "maus", ahhh que saudade, ainda se vê a mancha que parece o continente africano daquela tarde em que comecei a ver o "Às duas por Três" e quando dei por mim eram sete e meia da tarde e estava a subir a um escadote e a tentar fazer um nó de gravata com uma corda de um barco de pesca, preso ao candeeiro de pé na sala).